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Advocacia corporativa e a criação de negócios nas empresas

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Por Leonardo Leite

As empresas “vivem” de seus negócios, de suas operações e de seus projetos, independentemente do seu ramo ou segmento, todas são assim. Precisam, portanto, estar atentas o tempo todo para identificar, criar, procurar e aproveitar oportunidades.

E para que as empresas procurem, identifiquem e criem negócios, naturalmente são as pessoas que nela atuam que devem realizar esse papel. E caso alguém se pergunte quais pessoas devem ajudar, tomo a liberdade de antecipar – TODAS!

Em especial — e de forma mais específica — são os altos executivos, e a chamada alta gerência, que devem atuar nesse sentido, mas na verdade todos podem — e devem — ajudar.

No mais claro exemplo de atuação em equipe, a empresa que goza de boa reputação em seu mercado, e tem uma boa posição em todos os aspectos, naturalmente conta com todos os seus colaboradores para tanto. Todos trabalham para esse fim.

Empresas vencedoras, admiradas, motivadas, com boa governança corporativa, que “vendem” e “lucram” muito, são formadas por todo o conjunto de pessoas que nesse sentido atuam. Inclusive os advogados.

Ainda são poucos os empresários que percebem que os advogados corporativos de alta performance, e que realmente ajudam e apoiam o “negócio”, são super importantes nesse contexto. Mas a verdade é que esse trabalho é fundamental e extremamente importante.

A Advocacia Corporativa contemporânea vem estudando muito, aprendendo muito, ajustando muito o seu “mindset” e o seu perfil, e de forma geral trabalhando muito — para que as empresas ganhem cada vez mais dinheiro e com a maior segurança jurídica possível.

Considerando a realidade do mercado e o “apetite” ao risco da empresa, os advogados podem e devem apoiar em tudo, conhecer, participar e influenciar em todos os pontos e etapas do negócio que o empresário permita.

Uma operação, um contrato, um projeto mal concebido, formalizado ou implementado, com pouca (ou nenhuma) segurança jurídica, pode colocar “tudo a perder”.

Alguns empresários já perceberam que não é apenas em termos de matérias primas, investimentos, parceiros comerciais e momento de atuar que existe o “certo”. Na advocacia corporativa também.

A escolha do melhor advogado possível, no contexto, pode ser um ponto determinante adicional para que a operação, a negociação, a estruturação e/ou o contrato sejam mais (ou menos) seguros.

Trabalhamos todos os dias, e melhoramos a cada dia, para que as empresas e os empresários percebam esse valor que para muitos ainda é uma novidade. E sempre podemos e devemos melhorar.

Advogados corporativos

Há muito sabemos que os advogados corporativos são executivos jurídicos, de forma que além de atuar nas questões eminentemente jurídicas devem, também, apoiar os negócios. Mas isso ainda é pouco!

O que mais podemos fazer além de apoiar os negócios e ajudá-los a implementar projetos com mais segurança?

Ajudar a procurar e identificar oportunidades! No maior estilo da advocacia corporativa empreendedora.

Os executivos jurídicos mais seniores e experientes se lembrarão de que uma das primeiras questões que abordamos, ainda no final do século XX, e que foram determinantes para a criação e o crescimento do conceito da Advocacia Corporativa, foi justamente a necessidade de conhecermos as empresas e conhecermos os seus negócios.

Nessa linha, portanto, devemos agora demonstrar que além de conhecermos a ponto de ajudar, podemos e devemos ir além. Podemos procurar negócios e oportunidades. Devemos!

Por definição, sempre podemos fazer mais e melhor, e esse é um dos principais campos para demonstrarmos que estamos não apenas atentos ao que surge, ao que nos trazem, mas também “vamos atrás”. Vamos procurar, descobrir oportunidades.

Logicamente, é preciso que a cultura da empresa e seus dirigentes percebam essa competência no advogado — e permitam a sua atuação nesse sentido. Caso o alto “escalão” não esteja pronto para lidar com essa nova demanda à Advocacia Corporativa, pode ser necessário, primeiro, demonstrar um pouco mais de conhecimento e ganhar mais confiança.

A verdade é que em tempos e mercados cada vez mais complexos, competitivos, “estressados” e sujeitos a todo tipo de crise, inovar, demonstrar criatividade, atuação em equipe e senso de oportunidade tornou-se obrigatório.

Sem dúvida, essa é uma das razões principais pelas quais os chamados “general counsels” no contexto mundial tem ocupado posição de destaque entre os mais cotados para a posição de CEO nas empresas.

Os advogados corporativos, que realmente conhecem as empresas, e seus negócios e mercados, trazem e melhoram projetos, ajudam a criar e a vender e conseguem melhores resultados e mais segurança, tem tudo para brilhar como executivos em posições ainda mais altas. E no Brasil também!

Por mais que tenhamos todos cada vez mais atribuições e menos recursos (humanos, financeiros e mesmo de tempo), precisamos permanentemente encontrar formas de apoiar ainda mais o negócio no qual trabalhamos. Temos que ir além do que de nós esperam e de nossas atribuições básicas.

As empresas precisam de inovação, de criatividade, de maneiras de fazer mais com menos, e ganhar mais dinheiro. E precisam descobrir novos nichos, mercados, oportunidades e negócios. Temos que pensar e agir nesse sentido.

Quanto mais conhecermos a empresa e mais pensarmos em novas e melhores formas de atuar, mais ideias virão. E as melhores certamente merecerão atenção e aprofundamento.

Vamos todos ajudar as empresas ainda mais e procurar negócios. Vamos além do “mero” apoio, vamos trazer oportunidades, vamos trazer brechas, visões, informações que “virem” negócios.

Vamos rever processos e procedimentos, buscar novos insumos e novas formas de se fazer as coisas, criar novos produtos e serviços, novos consumidores, novas tendências, olhar e pensar ainda mais “fora da caixa” etc

Em poucas palavras – ajudemos e participemos ainda mais, criando negócios, procurando e identificando oportunidades para a empresa — e não “apenas” apoiando.

A advocacia corporativa pode e deve ir muito além do apoio jurídico básico, pode e deve ajudar a criar negócios nas empresas.

Biografia do Autor

LGPD Leo Leite Advocacia

Leonardo Barém Leite é advogado em São Paulo, especializado em negócios e em advocacia corporativa, sócio sênior da área empresarial de Almeida Advogados, com foco em contratos e projetos, societário, governança corporativa, “Compliance”, fusões e aquisições (M&A), “joint ventures”, mercado de capitais, propriedade intelectual, estratégia de negócios, infraestrutura e atividades reguladas.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (“São Francisco”) com especialização em direito empresarial, pós graduado em administração e em economia de empresas pela EAESP-FGV/SP, bem como em Gestão de Serviços Jurídicos pela mesma instituição. Pós-graduado em “Law & Economics” pela Escola de Direito da FGV/SP, especializado em Direito Empresarial pela Escola Paulista da Magistratura (EPM) e em Conselho de Administração pelo IBGC/SP. Mestre em “Direito Norte Americano e em Jurisprudência Comparada” pela “New York University School of Law” (NYU/EUA). É membro de diversos conselhos de instituições brasileiras e internacionais, autor de diversas obras sobre gestão jurídica estratégica e direito empresarial, professor em cursos de pós-graduação. Integra várias comissões e comitês de advocacia corporativa em São Paulo e em outros estados. É professor em cursos de especialização em Gestão Estratégica de Departamentos Jurídicos de Empresas na FIA e na FAAP, em São Paulo, e autor de livros sobre o assunto. Foi sócio do escritório Demarest e Almeida – Advogados onde atuou por mais de 20 anos, e também advogado estrangeiro no escritório Sullivan & Cromwell em NY e na Europa nos anos 1990.

2 Comentários. Deixe novo

  • Seus textos são esclarecedores!
    Estou pensando em citá-lo em meu trabalho de Monografia.
    Seria enriquecedor ao meu tema que envolve soluções virtuais…
    Posso?
    Obrigada.

    Responder
  • Simone Rapone
    5 de maio de 2020 13:59

    Parabéns Dr. Leonardo pelo excelente artigo, que se mostra tão oportuno nos tempos que vivemos, sendo sempre importante mostrar a real função do Advogado Corporativo. Grande Abraço.

    Responder

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