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A Importância do efetivo conhecimento de empresa, e de Negócios, na Advocacia Corporativa

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Por Leonardo Leite

A excelência é uma meta a ser perseguida, se possível conquistada, permanentemente. Em tudo!

A conquista dessa meta passa, bastante, por planejamento, dedicação, persistência, foco e esforço. E a obsessão pela qualidade em tudo o que se faz.

Na vida profissional essa realidade complexa é ainda mais marcante, pois envolve, além de questões pessoais, também o mercado, a concorrência, a obsolescência, e diversos outros aspectos.

Naturalmente, não existe mágica, nem receita infalível, mas é sabido que pouca coisa realmente boa se faz (ou conquista) na vida sem muito suor.

Se não existe segredo, existem algumas bases ou pressupostos que precisamos considerar. Existe uma média.

Nenhuma atividade ou profissão é para todos, e sua escolha envolve questões profundas e amplas, como por exemplo perfil, jeito, características pessoais e competências, habilidades, vocação e até estômago.

A Advocacia Corporativa segue a mesma lógica e depende, em grande parte, de termos (ou sermos – conforme o leitor) ótimos advogados, com conhecimento, mentalidade, vivência, experiência e atitude corporativa.

Temos mesmo que ser advogados excelentes. É um pressuposto. Mas não basta…

Temos que ser (além de ótimos advogados), “quase empresários” – entender, pensar, agir com estilo e forma “parecidos”, para deles podermos ser realmente parceiros. O “mindset” precisa ser empresarial e empreendedor.

Como envolve uma advocacia muito específica e complexa, será mesmo que ela é para você?

Reflita bastante sobre essa questão antes mesmo de se decidir por essa modalidade de atuação, pois ela será determinante na sua carreira.

E a reflexão que se sugere deve ser permanente, pois mesmo ao longo da carreira, com alguma frequência você se perguntará se a trajetória lhe agrada e se quer seguir em frente ou utilizar uma variante.

Pode parecer óbvio (e de certa forma é mesmo), mas muitas empresas, empresários, executivos, e mesmo advogados, ainda acham que “advogados são todos iguais” e que “basta ser um bom advogado”. Estão errados!!

Na Advocacia Corporativa de excelência e de alto rendimento não basta ser um ótimo advogado não. “Isso” é apenas o começo!

Infelizmente ainda não se conversa sobre essa questão nas faculdades de direito brasileiras e os jovens não recebem nenhuma orientação na graduação.

Esse ramo é maravilhoso, desafiador, fascinante e complexo, mas é preciso verificar se você de fato tem talento para ele.

Uma das grandes comprovações práticas da importância desse tema é que cada vez mais, advogados corporativos sêniores se dedicam preferencialmente a cursos de negócios, de gestão e MBAs quando pensam em dar seguimento aos estudos (que não podem ser deixados de lado jamais!!).

Passados os, digamos, dez anos de atuação na área, você perceberá que o seu dia a dia na empresa será cada vez mais ligado a gestão e a estratégia do que ao direito puro. E que cada vez mais você será chamado a demonstrar se conhece efetivamente de empresas e de negócios.

O mundo corporativo, como já comentamos, é tão lindo e instigante, quanto cruel, desafiador e específico. Extremamente complexo!!

Certamente não é para todos, nem mesmo para todos os advogados. E temos que saber (e nos lembrarmos) disso todos os dias, todos os minutos.

Ainda que o mundo do direito seja um universo bastante complexo, desafiador e dinâmico, o corporativo é ainda mais. E temos que entender isso muito bem para podermos nos preparar constantemente – ou mudar de rota.

A economia contemporânea e o mundo empresarial não param.

A todo momento surgem (e morrem) segmentos, áreas, produtos, serviços, que em muitos casos são especializados e envolvem uma maneira de pensar e de atuar bastante específicos. Temos que acompanhar tudo isso.

E o mundo cada vez mais frenético tem mudado “tudo” com velocidade espantosa que desconstrói certezas, verdades e padrões a todo momento.

Essa realidade exige que os profissionais também se ajustem às novas realidades o tempo todo. Inclusive nós, advogados corporativos.

As decisões dos empresários (ainda que algumas delas sejam embasadas em questões jurídicas ou a elas relacionadas) são empresariais. E assim pensam e agem os executivos das empresas.

Lembre-se que na Advocacia Corporativa, se você atua em departamento jurídico de empresa, você é um Executivo Jurídico!!

Como não somos preparados para esse desafio na faculdade, leva muito tempo para o advogado tradicional conseguir entender isso – que faz “toda a diferença”.

O exercício da sua profissão tende a ser bem diferente do lhe foi apresentado na faculdade!!

Grande parte do tema aqui apresentado ganha destaque por conta das especificidades dessa modalidade da advocacia, que poucos conhecem de fato e que se sofistica rapidamente.

Lembremo-nos da quantidade de cursos jurídicos (infelizmente de todas as qualidades) que temos no Brasil de hoje, assim como de escritórios de advocacia e de advogados. Nesse universo enorme, temos que conhecer as vocações, as competências e as peculiaridades envolvidas em nossas escolhas. E num segundo momento lutar pela excelência.

Cada um de nós tem condições de brilhar em um campo, ninguém terá brilho para todos. Já pensou sobre as suas reais habilidades e competências?

A advocacia (nesse aspecto amplo e geral) agora tem muitas áreas, ramos e especialidades; e já não é mais possível (e nem desejável) que profissionais tentem atuar de forma geral. A excelência exige uma certa especificidade – um foco!

Excelentes atletas e esportistas costumam ter habilidades básicas comuns a várias modalidades e podem até mesmo ser razoáveis em algumas, mas sempre haverá o esporte em que a pessoa é realmente “craque”.

Ninguém consegue ser realmente bom em tudo!!

Sua base jurídica será importante sim, mas o “jogo” é corporativo e é dele que você precisa entender para poder atuar e realmente ajudar a empresa e os negócios. O Executivo Jurídico precisa entender primordialmente de negócios e de gestão de risco empresarial.

Se você escolheu (ou pretende conhecer) o mundo corporativo, sob a veia jurídica, procure conhecer mais e melhor sobre esse ramo fascinante – que exige atenção especial.

A excelência na advocacia corporativa (com o devido pleonasmo) precisa sim de excelentes advogados, sendo esse um pressuposto, mas exige muito mais do que isso. Procure ser, também, um especialista na forma de pensar e de agir dos empreendedores, correndo riscos, arriscando, sendo estratégico e com visão comercial.

Se você já é (ou pretende ser) um excelente advogado, parabéns!!! Mas, repetimos, para a Advocacia Corporativa de alto rendimento e de resultados, esse é apenas o começo.

O conhecimento de leis, de normas, de conceitos, de teorias, da jurisprudência, e do Direito de forma geral, ajuda muito. Muito!! Mas não basta. E cada vez mais, grande parte desse ferramental será digital e relegado a “softwares”, sistemas, robôs e aplicativos.

No começo da carreira as questões técnicas são a maioria, são as mais frequentes que chegarão a você, mas logo sua vida mudará.

Você perceberá que o que realmente definirá o ritmo, a direção e a longevidade da sua trajetória profissional será a sua efetiva capacidade de entender o mundo corporativo e de ajudar a empresa a conquistar seus objetivos.

“Abandone” o jeito jurídico puro de ser, de pensar, de falar, de escrever, de portar-se. Escolha efetivamente o mundo corporativo!

A sugestão é manter sempre a lei e a ética como parâmetros e limites, mas procurar entender realmente como a empresa é – e o que ela precisa, bem como ajudar a encontrar caminhos para a conquista dos resultados.

Como em todo campeonato de longo prazo, ainda mais em modalidades coletivas, o time precisa vencer – e para tanto a excelência da equipe conta muito. Seja um grande jogador no time da empresa como um todo e não apenas no grupo jurídico.

Em todas as áreas temos que conhecer muito bem o cliente para podermos de fato tentar atender as suas expectativas – e se possível superá-las. Especialmente em serviços.

O chamado cliente interno, ou o “business partner”, não espera de você apoio unicamente jurídico. Espera que você seja parte integrante do time!

Esse desafio permanente depende muito de sermos especialistas, também, no cliente – no caso a empresa, o empresário e os demais executivos que nela atuam. O “segredo” estará nesse aspecto.

A maneira de pensar e de agir dos empreendedores e dos empresários é bastante diferente da advocacia tradicional, com uma “lógica” muito peculiar que precisa ser conhecida e entendida pelo advogado que quer ser corporativo.

Procure, por exemplo, ler, ouvir, frequentar escolas, seminários, reuniões, grupos, palestras etc. efetivamente empresariais!! Será fundamental na sua carreira.

Para quem escolher esse caminho, a relação com o risco, com as oportunidades, com as prioridades, com o tempo e os prazos, com a velocidade dos assuntos e das ações, os receios e as motivações – dentre vários outros aspectos são corporativos; e não jurídicos.

Empresários geralmente são muito mais arrojados, mais destemidos, arriscam muito mais, são mais “modernos” e informais, muito mais rápidos, muito mais focados, mais diretos, mais claros e até mais corajosos (até por arriscarem a sua própria empresa) do que a maioria dos advogados.

Empresários não são melhores ou piores do que os profissionais com outras atividades ou profissões, são diferentes. São empreendedores!! E assim temos que ser também (se quisermos atuar nesse campo).

O mercado corporativo precisa muito de excelentes profissionais, considere esse caminho – se tiver efetivamente perfil para ele.

Biografia do Autor

LGPD Leo Leite Advocacia

Leonardo Barém Leite é advogado em São Paulo, especializado em negócios e em advocacia corporativa, sócio sênior da área empresarial de Almeida Advogados, com foco em contratos e projetos, societário, governança corporativa, “Compliance”, fusões e aquisições (M&A), “joint ventures”, mercado de capitais, propriedade intelectual, estratégia de negócios, infraestrutura e atividades reguladas.

Formado em Direito pela Universidade de São Paulo (“São Francisco”) com especialização em direito empresarial, pós graduado em administração e em economia de empresas pela EAESP-FGV/SP, bem como em Gestão de Serviços Jurídicos pela mesma instituição. Pós-graduado em “Law & Economics” pela Escola de Direito da FGV/SP, especializado em Direito Empresarial pela Escola Paulista da Magistratura (EPM) e em Conselho de Administração pelo IBGC/SP. Mestre em “Direito Norte Americano e em Jurisprudência Comparada” pela “New York University School of Law” (NYU/EUA). É membro de diversos conselhos de instituições brasileiras e internacionais, autor de diversas obras sobre gestão jurídica estratégica e direito empresarial, professor em cursos de pós-graduação. Integra várias comissões e comitês de advocacia corporativa em São Paulo e em outros estados. É professor em cursos de especialização em Gestão Estratégica de Departamentos Jurídicos de Empresas na FIA e na FAAP, em São Paulo, e autor de livros sobre o assunto. Foi sócio do escritório Demarest e Almeida – Advogados onde atuou por mais de 20 anos, e também advogado estrangeiro no escritório Sullivan & Cromwell em NY e na Europa nos anos 1990.

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