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Recuperação judicial da Avianca: entenda a crise na companhia aérea

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A recuperação judicial da quarta maior companhia aérea do Brasil, a Avianca Brasil, está afetando consumidores e operadoras de turismo de todo o país. E não há sinal de fim para os transtornos: até o dia 8 de maio, 2 mil voos terão sido cancelados e a atuação da aérea está agora restrita a apenas quatro aeroportos: Congonhas (São Paulo), Santos Dumont (Rio de Janeiro), Brasília e Salvador.

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Recuperação judicial da Avianca Brasil

O processo de recuperação judicial da Avianca Brasil não foi suave. A tensão, explicou a Avianca Brasil em seu pedido à Justiça, começa em 2014, quando o Brasil mergulha em uma grave crise econômica. Desde então, aumentos no combustível e variações do câmbio impediram que a aérea conseguisse se reerguer.

A história ganhou contornos dramáticos em dezembro de 2018, depois de a Avianca Brasil ser acionada na Justiça por empresas de arrendamento de aeronaves. Como resultado, foi proibida de levantar voo e viu suas aeronaves serem apreendidas. Na época, informou o jornal Valor Econômico, amargava uma dívida de 493 milhões de reais.

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O processo foi protocolado na 1ª Vara de Falências e Recuperação de Judiciais de São Paulo em 11 de dezembro, poucos dias depois da perda das aeronaves. Conseguiu, em caráter liminar, a reintegração de posse sobre 14 aviões. Apesar da vitória, a operação da empresa continuou comprometida: dezenas voos foram cancelados e funcionários alegam atraso no pagamento dos salários.

No dia 5 de abril, um alívio foi concedido pelos credores, que aprovaram o plano de recuperação judicial em assembleia, que prevê a divisão da companhia em sete unidades produtivas isoladas (UPI) e o seu leilão. Latam, Gol e Azul, rivais da Avianca Brasil, já demonstraram interesse na aquisição de algumas dessas UPIs.

Já no fim de abril, a empresa lutava para tentar conservar o pouco que resta da sua operação. Serão apenas 37 voos diários (a mesma quantidade de quando começou a operar na aviação civil, em 2003), contra 241 em 2018, e apenas seis aviões em uso. O momento, agora, é de apreensão, com o leilão das UPIs que acontecerá em 7 de maio.

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História da Avianca Brasil

Fundada em 1998 como OceanAir, a companhia aérea pertence ao grupo Sinergy, do empresário Germán Efromovich, que tem múltiplas nacionalidades, além da brasileira, e iniciou a operação como táxi-aéreo, até então focando na indústria do petróleo.

Ainda sob o nome de OceanAir, a empresa passou para a aviação civil em 2002 em uma parceria com a Rio Sul, da extinta Varig. Em 2004, Efromovich adquiriu a colombiana Avianca, à beira da falência.  Alguns anos depois, em 2010, o empresário anunciou a mudança da marca OceanAir para Avianca Brasil.

Desde então, a Avianca se tornou a quarta maior companhia aérea do Brasil e conquistou números admiráveis. A operação contava com 5.300 funcionários, contando 617 pilotos e copilotos e 1,1 mil comissários de bordo. Até o pedido de recuperação judicial, realizava 241 voos diários, detinha 12,39% do mercado da aviação civil e uma frota de 40 aeronaves.

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