Conheça rotina de um mediador MOL com Meiriane Bittar

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Se você tem curiosidade para saber como é o trabalho de um mediador da MOL, essa é a oportunidade perfeita para descobrir. Nossa mediadora Meiriane Bittar foi convidada para contar tudo sobre o seu dia a dia para o Jota, na sessão Rotina de Trabalho do portal: https://www.jota.info/carreira/mediacao-online-rotina-15062018

A matéria completa você confere abaixo:

A mediação mudou minha vida. A afirmação soa um tanto forte, mas é verdadeira, pois foi exatamente o que aconteceu com esta bióloga que – quase por acaso – encontrou na mediação online de conflitos o que realmente queria fazer na vida.

Vim da área científica, com graduação e pós-graduação focadas em meio ambiente, mas a carreira acadêmica não me seduziu nem um pouco. Porém, observar a natureza me ensinou que, quando se trata de sobrevivência, flexibilidade é a alma do negócio.

Assim, me lancei no mercado privado em busca de algo que gostasse de fazer e simultaneamente me permitisse atuar em prol do meio ambiente. Vieram a educação ambiental, aulas no ensino médio e superior, os anos de consultoria ambiental, de vendas técnicas de imóveis e de softwares de apoio a gestão da qualidade e meio ambiente. Tudo isso me deu uma visão ampla de diversas áreas de negócio, e me dei conta de quanto essas atividades envolvem a identificação e gestão de conflitos.

Só quando uma pessoa muito próxima resolveu fazer um curso de mediação de conflitos é que fui apresentada ao tema, que a princípio me pareceu interessante, mas “coisa de advogado”.

Um olhar mais de perto mostrou como a interdisciplinaridade é importante no mundo dos métodos alternativos de resolução e prevenção de conflitos. E a mesma voz que me apresentou a mediação passou a me dizer: “isso tem a sua cara, isso é pra você”.

No segundo semestre de 2015, fiz o curso de formação de conciliação e mediação segundo a Resolução 125/10, o primeiro de muitos que se seguiram e que ainda virão. Percebi que as competências ligadas a interdisciplinaridade, visão sistêmica e de negociação que desenvolvi desde a graduação eram bastante úteis e até um diferencial para atuação profissional. E foi assim que comecei a trabalhar com Métodos Alternativos de Solução de Conflitos (MESCs) e não parei mais.

Atualmente trabalho como mediadora/conciliadora freelancer e também dou aulas particulares. Além disso, atuo como voluntária no CEJUSC de Taboão da Serra, onde dedico menos horas do que gostaria em função da falta de remuneração.

Em 2017, comecei a atuar como mediadora online na MOL – Mediação Online, startup que oferece mediação online extrajudicial. Todo o meu trabalho na MOL é realizado online e a partir do escritório que mantenho em casa, seguindo o lema 100% online, 100% humano, que é tão caro para a MOL.

Conforme surgem demandas dos clientes, a equipe de agendamento da empresa checa a disponibilidade da minha agenda e me envia convites para as sessões de mediação online. Desta forma minha agenda semanal é montada de modo bem flexível. Isso me permite ter horários para participar de eventos, cursos, ir ao médico, ao CEJUSC, etc.

A plataforma tem várias ferramentas de comunicação, sendo a principal a videoconferência, mas também posso usar um chat, o telefone ou uma combinação de recursos. Cada sessão pode durar até uma hora e muitas vezes agendo uma segunda sessão para continuar a conversa.

Trabalhar em home office exige muita disciplina e planejamento para cumprir todos os horários e obrigações que me proponho. Para dar um exemplo, vou relatar esta semana de trabalho que foi muito boa.

Segunda-feira (21 de maio)

Aproveitei que a primeira sessão começaria só as 11 horas da manhã e coloquei uma porção de roupas na máquina de lavar e ainda deu tempo de pendurar no varal.

Na primeira sessão, o convidado teve problemas com o computador. Como a plataforma MOL tem vários recursos de comunicação, fizemos a sessão por telefone. Não tivemos o “olho no olho”, mas tudo correu muito bem.

Quando a sessão é por videoconferência, é bem mais fácil usar as técnicas de mediação para ajudar os participantes a se ambientarem e exporem suas posições e interesses. Muitas vezes, durante as exposições e negociações, as pessoas se sentem tão à vontade no ambiente virtual, que parecem esquecer que não estão na mesma sala. Isso facilita muito o meu trabalho.

À tarde tive mais 3 sessões por vídeo e em uma delas conseguimos um acordo. Tendo ou não acordo, após encerrar a sessão de mediação sempre redijo um termo de mediação, que é automaticamente enviado por e-mail para todos os participantes, para que assinem digitalmente. Algumas vezes, as questões não podem ser resolvidas de imediato, então posso agendar uma outra sessão, em data e horário combinados com os participantes.

Terça-feira (22 de maio)

A manhã foi toda dedicada a um evento sobre certificação internacional em mediação, pois tenho intenção de investir nisso. Voltei para casa a tempo de almoçar antes de começar as quatro sessões de mediação online que estavam agendadas para o dia.

Fico muito feliz quando tenho várias sessões em sequência, fico mais focada no trabalho e reduz muito a tentação de me distrair com afazeres domésticos.

Em uma das sessões o convidado não compareceu. Isso não é incomum. Embora o trabalho da equipe de agendamento seja incrível, algumas vezes as pessoas confirmam que participarão, mas não aparecem. Algumas vezes, nem atendem o telefone.

Quarta-feira (23 de maio)

Este foi um dia excepcionalmente bom, pois tive oito sessões de mediação online agendadas, todas elas aconteceram por videoconferência e nenhum convidado faltou.

Foram quatro mediações pela manhã. Então veio um intervalo de duas horas que me permitiu preparar o almoço e comer com toda a calma, na companhia do marido.

À tarde, foram mais quatro sessões. Em duas delas, as partes chegaram muito perto de obterem acordos, mas o representante da empresa precisou de autorização de um superior para realmente fechar o acordo. Então resolveram que poderiam formalizar o acordo sem a necessidade de uma outra sessão de mediação. Alguns dias depois, fui informada que os valores foram aprovados e os acordos fechados.

Quinta-feira (24 de maio)

Pela manhã foram só duas sessões de mediação online, com intervalo de uma hora entre o final da primeira e início da segunda. Aproveitei esse tempo para reler dois textos e preparar minha participação numa simulação de negociação que deveria ocorrer à noite.

Faço parte de um grupo de estudos de negociação, que se reúne toda quinta-feira à noite na Faculdade de Direito da USP. Infelizmente, o encontro desta semana acabou sendo adiado. Uma greve de motoristas de caminhão causou certa dificuldade com o transporte e todos ficamos com medo de não ter como voltar para casa depois das aulas da faculdade.

Novamente, tive tempo de preparar o almoço e comer em casa. A tarde foi inteiramente dedicada a um plantão no CEJUSC de Taboão da Serra.

Sexta-feira (25 de maio)

Hoje foram apenas duas sessões online pela manhã. Ambas por videoconferência, mas em nenhuma houve acordo.

Eu havia bloqueado a agenda da tarde para fazer uma viagem curta. Pretendia ir a Jundiaí resolver algumas coisas e voltar no fim da tarde. Infelizmente, devido à greve dos caminhoneiros, achei melhor desistir.

Sábado (27 de maio)

Neste não tenho nenhuma mediação online, mas na próxima semana começaremos um projeto novo e espero que as adesões sejam intensas e venham muitas mediações.

 

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