Entenda o papel da liderança no departamento jurídico das empresas

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Você acha que um profissional do departamento jurídico de uma empresa precisa entender de inteligência artificial? E sobre blockchain e criptografia? O que dizer sobre redes sociais e como as pessoas se comunicam por meio delas? Quais são os mecanismos legais voltados para a proteção dos dados pessoais? E os limites definidos pela lei para utilização dessas informações? A velocidade com que a tecnologia transforma indústrias, produtos e serviços, influenciando nos hábitos da sociedade, torna inevitável que profissionais de todas as áreas tenham que se reciclar e entender de uma variedade de novos assuntos, que mudam o tempo todo.

Aqui no Brasil, as inovações recentes de legislação, como a Lei Geral de Proteção de Dados sancionada recentemente pelo presidente da República, e a Lei Anticorrupção, de 1º de agosto de 2013, criaram e estão criando campos de atuação para o advogado.

Nessas áreas, o seguinte requisito é fundamental: capacidade de trabalhar em grupo. O advogado que trabalha com compliance, por exemplo, analisa áreas diversas da empresa para estimular as boas práticas e identificar tudo aquilo que não está de acordo com a legislação. Para fazer esse trabalho, precisa se relacionar com os profissionais do RH e do financeiro, por exemplo, além de conversar com os executivos que comandam o negócio. O desafio é criar e manter um excelente relacionamento.

Essa nova dinâmica alterou radicalmente a rotina do departamento jurídico, o que exige uma nova postura da liderança. Nas faculdades de direito, trabalho em grupo e liderança são duas habilidades praticamente esquecidas. O estímulo é centrado na individualidade, na autonomia do profissional do direito, independentemente da sua área de atuação. Como treinar liderança se praticamente não há menção a ela nem estímulo ao trabalho em grupo?

Entenda o papel da liderança no departamento jurídico das empresas

 

Bom senso

Se não há um direcionamento preciso durante os anos de estudo universitário, existem, sim, fora da faculdade informações que ajudam o advogado a exercer a liderança nessa nova e complexa realidade do mercado.

Pesquisa recente da Robert Half, tradicional consultoria de recursos humanos, descobriu que “bom senso” é o atributo mais importante para um escritório de advocacia ou um líder de departamento jurídico corporativo. Quase metade dos advogados entrevistados pela consultoria deram essa resposta. Foram ouvidos 350 advogados que trabalham nos maiores escritórios de advocacia e departamentos jurídicos corporativos dos Estados Unidos e do Canadá. Na sequência, com 22% da preferência, vieram as chamadas “habilidades de colaboração”, ou seja, o tal do trabalho em grupo.

 

Três habilidades imprescindíveis

O levantamento da Robert Half detalhou as três habilidades mais importantes que todo bom líder deve apresentar.

1) Praticar o bom senso

Uma palavra que costuma acompanhar bom senso é razoabilidade. O bom líder tem consciência de que não há regras imutáveis para as situações do dia a dia. Mais do que isso: está disposto a conversar com sua equipe sobre como responder às situações de forma diferente. As mudanças podem ocorrer a qualquer momento. Imprevistos também não são raros e demandam respostas rápidas com base no diálogo. Quanto aos riscos, eles fazem parte da rotina de qualquer advogado. Não há problema em assumir esses riscos, desde que o líder aja com prudência e não comprometa o trabalho de ninguém.

2) Liderar pelo exemplo

Os diretores ou gerentes do departamento jurídico devem definir altos padrões de desempenho – desde que sejam de fato alcançáveis. Naturalmente, nesse processo de busca por resultados, eles precisam dar o exemplo. As habilidades de comunicação e de colaboração são importantes para construir confiança e fazer com que todos cumpram as metas.

3) Apoiar os colaboradores

Os melhores líderes delegam tarefas e discutem como as contribuições dos colaboradores apoiam os objetivos da organização. É seu papel ainda envolver a equipe no planejamento e na tomada das decisões.

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O crescimento das equipes multidisciplinares

As empresas trabalham cada vez mais com equipes que possuem profissionais de diferentes formações. Esse é, de forma geral, um enorme desafio para os advogados, que estão acostumados a trabalhar sozinhos ou no máximo em grupos formados apenas por seus pares.

No livro “Smart Collaboration” lançado no ano passado, o autor Heidi K. Gardner, ex-consultor da McKinsey e professor atualmente da Harvard Law School, afirma que essa formação multidisciplinar é aconselhada e cada vez mais demandada nos dias de hoje.

As empresas possuem problemas complexos – desde questões de compliance, passando por dúvidas tributárias até desafios impostos pela cibersegurança – que somente equipes formadas por especialistas de diferentes formações e experiências podem resolver.

As pesquisas de Gardner indicam que quanto mais diversificada for essa equipe a serviço da empresa, maior será o faturamento da companhia. Ou seja, existe uma relação diretamente proporcional entre multidisciplinaridade e crescimento do faturamento.

 

Saiba também por que a empatia é tão importante no dia a dia das empresas.

 

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